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	<title>Luminescência</title>
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	<description>Por Marcela Isis</description>
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		<title>Luminescência</title>
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		<title>Eu e o tempo</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 20:25:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelaisis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Adoraria aproveitar a oportunidade em que fico mais velha para refletir aqui sobre envelhecimento, vida e agora, mas não tenho tempo&#8230; Deixo apenas uma citação de Borges e uma tela de Goya: &#8221; O tempo é a substância de que sou feito.&#8221;<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=263&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Adoraria aproveitar a oportunidade em que fico mais velha para refletir aqui sobre envelhecimento, vida e agora, mas não tenho tempo&#8230;</p>
<p>Deixo apenas uma citação de Borges e uma tela de Goya:</p>
<p>&#8221; O tempo é a substância de que sou feito.&#8221;</p>
<div id="attachment_264" class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><a href="http://ruminescencia.files.wordpress.com/2010/03/cronos_goya.jpg"><img class="size-medium wp-image-264" title="Cronos_Goya" src="http://ruminescencia.files.wordpress.com/2010/03/cronos_goya.jpg?w=240&#038;h=300" alt="" width="240" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cronos devora  seus filhos</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruminescencia.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruminescencia.wordpress.com/263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruminescencia.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruminescencia.wordpress.com/263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruminescencia.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruminescencia.wordpress.com/263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruminescencia.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruminescencia.wordpress.com/263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruminescencia.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruminescencia.wordpress.com/263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruminescencia.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruminescencia.wordpress.com/263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruminescencia.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruminescencia.wordpress.com/263/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=263&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Recorrência</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 16:26:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelaisis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O velho sonho: eu sentada numa aula de Política V e o prof. diz: “Max  Weber costumava dizer que fazia ciência para  descobrir até onde ele podia suportar a realidade”. Ele se volta para mim e dispara: “E você, Marcela? O quanto da verdade é capaz de suportar?” O ambiente é familiar, eu fui aluna [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=259&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_260" class="wp-caption aligncenter" style="width: 218px"><a href="http://ruminescencia.files.wordpress.com/2010/03/magritte-attempting-the-impossible.jpg"><img class="size-medium wp-image-260" title="magritte-attempting-the-impossible" src="http://ruminescencia.files.wordpress.com/2010/03/magritte-attempting-the-impossible.jpg?w=208&#038;h=300" alt="Tela de R. Magritte" width="208" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Tela de R. Magritte</p></div>
<p>O velho sonho: eu sentada numa aula de Política V e o prof. diz: “Max  Weber costumava dizer que fazia ciência para  descobrir até onde ele podia suportar a realidade”. Ele se volta para mim e dispara: “E você, Marcela? O quanto da verdade é capaz de suportar?”</p>
<p>O ambiente é familiar, eu fui aluna de Antônio Oliveira e ele fazia sempre essa citação weberiana desafiadora ao apresentar com maestria e cinismo teorias políticas que punham em cheque Democracia, Poder, igualdade, Feminismo&#8230; No sonho, estavam pessoas que foram realmente meus colegas, a mesma sala, o mesmo quadro, as mesmas posições.</p>
<p>Sonho curto, recorrente e perturbador. Não tenho conhecimento suficiente para uma análise psicológica sobre sonho e inconsciente, mas a pergunta me basta. O que me chama a atenção é que o docente extrapola a esfera acadêmica/científica ao se reportar diretamente a mim e não sobre realidade objetiva, mas sobre VERDADE. Creio que revelações científicas, por mais perturbadoras, são muito mais fáceis de digerir que algumas pessoais.</p>
<p>Sei que (como me lembrou um amigo especial), em se tratando de pessoas e relacionamentos, não há uma verdade objetiva. Existem tantas verdades quantos indivíduos e suas percepções singulares de mundo e significados.</p>
<p>A despeito disso, há fatos e situações objetivas e, se o mais perto de que se pode chegar da verdade é buscá-la, para a construção de minhas verdades, preciso de conhecimento profundo de contexto, conjuntura e das percepções (verdades) alheias. Quanto menos lacunas eu deixar a ser preenchida pela minha imaginação pueril, melhor.</p>
<p>Existem formas peculiares de lidar com a realidade e manifestações psicológicas que vão do simples esquecimento (perda da experiência), traumas até a esquizofrenia (construção de realidades descoladas do “mundo real”). Há fenômenos mais amenos como a retração frente a fatos da realidade, a simples negação, a recusa em assimilar fatos óbvios e incontestes.</p>
<p>Essa questão sobre verdade, realidade e a forma como se lida com elas está intimamente imbricada à própria questão da sanidade. Acreditar em mentiras confortáveis, tenham sido contadas por outrem ou imaginadas, tem a ver com escolha, conhecimento, coragem e a capacidade de lidar com fatos concretos na construção da verdade-realidade subjetiva.</p>
<p>Há uma célebre frase (cuja autoria desconheço) que diz que ignorância é uma dádiva. Sempre a achei forte e sua validade depende do sujeito sobre quem se fala: por agora, esta não é a minha escolha e prefiro seguir destroçando miragens, minhas miragens. Ainda que sejam belas, doces, sedutoras, deliciosas e que este seja um processo doloroso, não, obrigada. Belas cenas sem substrato fático não me servem, nem sempre se quer conforto.</p>
<p>Termino este post com a sensação de não ter escrito nada que valha para outrem, mas espero ter conseguido responder ao questionamento oniricamente formulado. Acima disso, o concluo com a esperança de ter exorcizado a pergunta de minha vida.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruminescencia.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruminescencia.wordpress.com/259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruminescencia.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruminescencia.wordpress.com/259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruminescencia.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruminescencia.wordpress.com/259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruminescencia.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruminescencia.wordpress.com/259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruminescencia.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruminescencia.wordpress.com/259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruminescencia.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruminescencia.wordpress.com/259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruminescencia.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruminescencia.wordpress.com/259/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=259&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Desejo de Esquecer</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 00:05:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelaisis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Minha relação com o tempo é muito peculiar, tenho a sensação de  que ele me consome, devora meus vínculos, destroça os sentimentos.  Sou aflita, ansiosa, hiperativa: talvez seja o medo da morte, talvez seja o medo da vida. Outra coisa que freqüentemente me toma horas do dia (e da noite) é pensar sobre recordações e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=236&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_237" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://ruminescencia.files.wordpress.com/2010/02/dali.jpg"><img class="size-medium wp-image-237" title="dali" src="http://ruminescencia.files.wordpress.com/2010/02/dali.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">A persistência da memória- tela de Salvador Dalí</p></div>
<p>Minha relação com o tempo é muito peculiar, tenho a sensação de  que ele me consome, devora meus vínculos, destroça os sentimentos.  Sou aflita, ansiosa, hiperativa: talvez seja o medo da morte, talvez seja o medo da vida. Outra coisa que freqüentemente me toma horas do dia (e da noite) é pensar sobre recordações e esquecimento, necessidade e desejo. Tenho problemas de memória: esqueço nomes, rostos, fatos, eventos&#8230;  Volta e meia alguém me pergunta se esquecer  é um problema, sempre  respondo que é uma solução.</p>
<p>Há poucos posts atrás, escrevi:</p>
<p><em>É engraçado o apego desesperado que temos a fatos do passado e a nossa recusa em aceitá-los enquanto tais, seja um amor perdido, seja um amigo que já não compartilha conosco ideais ou convivência. A forma como protegemos nossas recordações, construímos relicários e não nos libertamos de pessoas, padrões ou conceitos (por mais caducos que sejam) nos faz carregar muito peso; lembranças, mágoas, rancores, remorsos que não apenas implicam em sofrimento como nos distrai do presente.</em></p>
<p><em>É preciso viver de forma intensa e altiva o que a vida nos trouxer ou os labirintos que desenhamos sem nos perder nas lamentações, ressentimentos, piedade de si ou saudosismo, se recusar a viver nos paraísos perdidos ou das miragens de outrora, sem perder o sono e o equilíbrio pelos fantasmas do pretérito. Verdade que a capacidade de lembrar nos faz humanos, mas desconfio que não entendemos ainda a importância de esquecer&#8230;</em> (Minha Bolsa de Mão- Marcela Isis)</p>
<p>Tava pensando num lindo filme chamado O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças hoje e  foi um boa surpresa abrir a um livro Hesse e encontrar nele a minha aflição. Segue abaixo a citação e outras de quem também conhece/conhecia o real significado do esquecimento:</p>
<p>“Toda a história do mundo não é mais que um livro de imagens refletindo o mais violento e mais cego dos desejos humanos: o desejo de esquecer.” Hermann Hesse<strong>.</strong></p>
<p>&#8220;Abençoados sejam os esquecidos, pois tiram maior proveito dos equívocos.&#8221; Friederich Nietzsche.</p>
<p>&#8220;Eis a nossa sina:  esquecer para ter passado, mentir para ter futuro.&#8221; Mia Couto,</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruminescencia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruminescencia.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruminescencia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruminescencia.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruminescencia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruminescencia.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruminescencia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruminescencia.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruminescencia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruminescencia.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruminescencia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruminescencia.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruminescencia.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruminescencia.wordpress.com/236/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=236&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Die Welle (A Onda)</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 23:16:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelaisis</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Anteontem, numa festa de bota-fora de um prezado amigo (que me ensinou o valor da cultura popular), conheci a um jovem psicólogo que me indicou, em meio ao bom som da  Banda  Panos e Mangas e a uma conversa sobre cinema, o filme Die Welle ( A Onda). Tenho prestado atenção no cinema alemão e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=135&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ruminescencia.files.wordpress.com/2010/02/diewelle11.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-136" title="diewelle11" src="http://ruminescencia.files.wordpress.com/2010/02/diewelle11.jpg?w=212&#038;h=300" alt="" width="212" height="300" /></a></p>
<p>Anteontem, numa festa de bota-fora de um prezado amigo (que me ensinou o valor da cultura popular), conheci a um jovem psicólogo que me indicou, em meio ao bom som da  Banda  Panos e Mangas e a uma conversa sobre cinema, o filme Die Welle ( A Onda).</p>
<p>Tenho prestado atenção no cinema alemão e me encantado com filmes como The Edukators e Das Experiment. Fiquei tão empolgada que, quando cheguei à minha casa às  3:00 hs da manhã, fui tentar baixar o filme<span style="text-decoration:line-through;"> (óbvio que não consegui, já que não sou extamente um gênio da informática)</span>.</p>
<p>Embora ambientado na Berlim contemporânea, o filme, do diretor Dennis Gansel, baseia-se num episódio real que aconteceu nos EUA, em 1967 com o professor Todd Strasser. Desconcertante é o fato de que poderia ter acontecido em qualquer lugar.</p>
<p>O professor Rainer Wenger, acostumado a trabalhar com a matéria Anarquismo,  se vê obrigado a lecionar Autocracia num dado semestre. No primeiro dia de aula, ao provocar os alunos sobre o tema, eles respondem de forma apática, consideram o tema óbvio, esgotado e anacrônico.</p>
<p>O alunado é uma amostra da juventude típica de uma sociedade que atomiza, de uma geração individualista em um mundo competitivo, que preza marcas e status e que “não tem pelo que lutar, o assunto mais procurado no Google é a Paris Hilton”. Logo, eles rechaçam a possibilidade de ressurgimento de sistemas totalitários e excludentes.</p>
<p>Rainer propõe uma experiência durante uma semana: ele seria o líder absoluto (conforme escolha dos alunos) e estabelece uma série de mudanças: o lugar onde cada um deveria sentar-se, a forma de falar, expulsa os discordantes. O processo continua: eles passam a ter uma farda, um símbolo, uma saudação e, de repente, estão marchando na sala de aula, obedecendo fervorosamente às ordens do carismático líder.</p>
<p>A experiência muda as vidas dos envolvidos, aplaca suas demandas, preenche seus vazios, ganha notoriedade, atrai perplexidade. Não é mais apenas  uma experiência pedagógica.</p>
<p>Eles se autodenominaram A Onda e tornam-se um grupo coeso, fechado, que se protege e exclui dissidentes. Da associação, do sentimento de identidade, grupo e pertencimento, passam à intolerância e, os extremistas, beiram o fanatismo.</p>
<p>O filme desnuda como a manipulação de grupos é simples e possível, ainda mais através da ação participativa, da disciplina e do carisma. Tema que, se não é novo, não é anacrônico e é uma metáfora que se aplica muito bem à psicologia das massas e à servidão voluntária: seja na Alemanha nazista, na Itália fascista, no período stalinista, no Ku Klux Klan, no Baden Meinhoff, nos governos neo-populistas sul-americanos. E, ao menos em se tratando do efeito manada e na capacidade de fazer absurdos, nas torcidas de futebol, nos linchamentos causados por comoção popular, no caso da UNIBAN&#8230;</p>
<p>No filme, as coisas saem do controle e o professor desmascara a ideologia autoritária dos jovens (que se supunham vacinados):</p>
<p><strong><em>“<span style="text-decoration:underline;">Vocês trocaram sua liberdade pelo luxo de se sentirem superiores. Todos vocês teriam sido bons nazi-fascistas. Certamente iriam vestir uma farda, virar a cabeça e permitir que seus amigos e vizinhos fossem perseguidos e destruídos. O fascismo não é uma coisa que outras pessoas fizeram. Ele está aqui mesmo em todos nós.</span> Vocês perguntam: como que o povo alemão pode ficar impassível enquanto milhares de inocentes seres humanos eram assassinados? Como alegar que não estavam envolvidos. O que faz um povo renegar sua própria história? Pois é assim que a história se repete. Vocês todos vão querer negar o que se passou em “A onda’. Nossa experiência foi um sucesso.<span style="text-decoration:underline;"> Terão ao menos aprendido que somos responsáveis pelos nossos atos.</span> Vocês devem se interrogar: o que fazer em vez de seguir cegamente um líder? <span style="text-decoration:underline;">E que pelo resto de suas vidas nunca permitirão que a vontade de um grupo usurpe seus direitos individuais</span>. Como é difícil ter que suportar que tudo isso não passou de uma grande vontade e de um sonho”.</em></strong></p>
<p>Na vida real, nem sempre há alguém desmascarando a manipulação e a intolerância que se  escondem atrás  de palavras bonitas  como justiça, união, superioridade, raça, padrão,  grupo, partido, normal, bem comum, moral e com as  quais estamos (irracional e) visceralmente envolvidos. Raramente há alguém &#8220;de dentro&#8221; convidando-convocando à auto-crítica ou ouvidos dispostos a escutar e refletir, ao invés de reprimir imediatamente a discordância&#8230;</p>
<p>Ao moço que me indicou, obrigada, realmente é um filme estimulante. Como minha memória me prega peças, não consigo lembrar teu nome, mas, se um dia você ler a este post, espero que se dê conta de que, em menos de  24 hs, eu assisti à tua indicação.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruminescencia.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruminescencia.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruminescencia.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruminescencia.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruminescencia.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruminescencia.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruminescencia.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruminescencia.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruminescencia.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruminescencia.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruminescencia.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruminescencia.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruminescencia.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruminescencia.wordpress.com/135/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=135&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Veias abertas na INULAT: sensações</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 23:10:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelaisis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[eu]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que saí de Salvador, com poucos amigos e muitos conhecidos no ônibus, sabia que não regressaria a mesma. Tinha certeza de que a distância de casa, da família, dos amigos, a convivência com pessoas e paisagens diferentes me alterariam de alguma forma. Dias de estrada, situações inusitadas, esdrúxulas, diálogos, chiliques e, aos poucos, os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=128&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ruminescencia.files.wordpress.com/2010/02/mim.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-132" title="mim" src="http://ruminescencia.files.wordpress.com/2010/02/mim.jpg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>Desde que saí de Salvador, com poucos amigos e muitos conhecidos no ônibus, sabia que não regressaria a mesma. Tinha certeza de que a distância de casa, da família, dos amigos, a convivência com pessoas e paisagens diferentes me alterariam de alguma forma.</p>
<p>Dias de estrada, situações inusitadas, esdrúxulas, diálogos, chiliques e, aos poucos, os desconhecidos de outrora se tornavam parceiros de jornada, companheiros, amigos de infância. Queríamos entender e olhar e o fizemos juntos, gritamos, passeamos, brigamos, nos divertimos, cuidamos uns dos outros. Aprendemos com a diversidade, praticamos a paciência, a alteridade, a cooperação, a tolerância.</p>
<p>Com pessoas de áreas de estudo diferentes, cresci muito intelectualmente: engenheiros, médico, jornalistas, mestres, doutorandos, historiador, arquiteto, cineasta, fotógrafa, designer, especialistas em relações internacionais, mas esse aprendizado não se compara com outro verdadeiramente indelevével: experimentar o mundo por estes olhares diferentes, estes mundo diferentes (e como eram díspares, enriquecedores, únicos).</p>
<p>Passei muito tempo olhando para fora, mais ainda olhando para dentro.  Aprendi a ouvir o outro, a me importar, a ser menos egoísta e pragmática, a brigar pelas minhas opiniões mantendo o respeito pelos discordantes, a dialogar, ao invés de  debater, a estar aberta ao convencimento.</p>
<p>Vivi momentos de fome, angústia, exaustão, mas também momentos intensos, insanos e felizes. Aprendi a valorizar a presença e o bem estar de quem estava ao lado, oferecendo cobertor,  falando besteiras, comentando, distribuindo biscoitos, perguntando se eu almocei direito, simplesmente dividindo, convivendo.</p>
<p>Na hora de voltar para casa (por motivos de saúde e no meio da viagem), percebi que retornar era tudo o que eu não queria e como seria doloroso abandonar a Iniciativa e os novos amigos, principalmente alguém especial, desconcertante e autêntico, com quem dividi confidências, músicas, conselhos, angústias, risadas, moedas, maluquices, frio, fernê, pisco, caminhos, cerveja, água, farras, desabafos, cigarros&#8230;</p>
<p>Se os hábitos permanecem, os desejos não. Dei-me conta de que sou do mundo, que nessa viagem-processo mudei, já não prezo a vida que eu queria, os valores que carregava, que não quero mais as mesmas presenças. A verdadeira viagem para mim não foi a mudança das paisagens, foi a mudança de olhar.</p>
<p>Entendi que preciso me jogar nessa vida, preciso de liberdade e novidade e que, se tenho raízes firmes, elas já não me prendem, são a base que sustentam, como a uma árvores, mas sou com o as folhas que, cedo ou tarde, o vento leva o mais longe que puder. Já pertenço a todos os lugares (que passei ou não) e já não sou de lugar algum&#8230;</p>
<p>Deixo a Caravana no meio com a tristeza da partida (ou retorno), a alegria das coisas que vivi e a satisfação de saber que cada centímetro da trajetória me realiza porque, a dispeito de minhas experiências  individuais e víscerais, eu tenho o privilégio de  fazer parte de algo que se tornou maior que os indivíduos que compõem e o show  deve, sempre, continuar.</p>
<p>Aos que ficam, desejo sorte, saúde, sucesso. Torço por todos e cada um e aguardo a volta, certa de que não é possível reencontrar aos que deixei (ao menos exatamente como eram)&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruminescencia.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruminescencia.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruminescencia.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruminescencia.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruminescencia.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruminescencia.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruminescencia.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruminescencia.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruminescencia.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruminescencia.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruminescencia.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruminescencia.wordpress.com/128/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruminescencia.wordpress.com/128/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruminescencia.wordpress.com/128/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=128&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>INULAT: inquietações latinas</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Feb 2010 22:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelaisis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Iniciativa UFba Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Populismo]]></category>
		<category><![CDATA[Relações internacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Não pretendo aqui esmiuçar as atividades da Caravana: já tem gente fazendo isso  com maestria e os interessados podem acompanhar no blog. Tive o privilégio de participar desde o surgimento da idéia (de Fabrízzio Cedraz) quando ainda éramos do movimento estudantil e gestão do Centro Acadêmico de Ciências Sociais da UFBa. Depois de quase dois [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=120&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://ruminescencia.files.wordpress.com/2010/02/partida_761.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-121" title="PARTIDA_(76)" src="http://ruminescencia.files.wordpress.com/2010/02/partida_761.jpg?w=510&#038;h=340" alt="" width="510" height="340" /></a></p>
<p>Não pretendo aqui esmiuçar as atividades da Caravana: já tem gente fazendo isso  com maestria e os interessados podem acompanhar no <a href="http://caravanadaintegracao.blogspot.com/">blog</a>.</p>
<p>Tive o privilégio de participar desde o surgimento da idéia (de Fabrízzio Cedraz) quando ainda éramos do movimento estudantil e gestão do Centro Acadêmico de  Ciências  Sociais da UFBa. Depois de quase dois anos de trabalho, discussões, blefes e glórias, saímos de ônibus de Salvador rumo a 9 países da  América  do Sul, dia 08/01/10, nós, coordenadores (Danilo, Fabrízzio, Felippe, eu, Rubenilza  e Tássia) e os estudantes   das  diversas  áreas de conhecimento que selecionamos.</p>
<p>Como diz <a href="http://framos.wordpress.com/">Felippe Ramos</a>, nós, baianos, por questões históricas e identitárias, temos o olhar voltado para a África e uma distância, não apenas geográfica, de nossos irmãos latinos. Integração era o tema, mas minha ignorância só não era maior que minha curiosidade.</p>
<p>Sabia que as parcas informações que detenho me chegam de forma enviesada por meios midiáticos tendenciosos (algumas vezes criminalizando movimentos sociais) e que a América do Sul ferve: protestos, movimentos, canais de TV fechados, conflitos, alterações constitucionais, possibilidades de reeleição <em>ad infinitum</em> que são forjadas durante a gestão (alteração das regras durante o jogo), conflito, enfrentamento.</p>
<p>Se, em alguns países, eclodem governos populistas de esquerda, em outros a gestão é de centro (governo de consenso, aliança e cooptação), tentando agradar à classe média sem afastar os movimentos sociais, já no Chile, um governo conservador de direita <span style="text-decoration:line-through;">(não é redundante!)</span> acaba de chegar ao poder democraticamente.</p>
<p>Minha inquietação principal era entender o populismo: seu funcionamento e como se tornam possíveis governos com líderes carismáticos de esquerda que se contrapõem ao governo norte-americano ou a um sistema de produção (num contexto globalizante de economia da dependência), em países de pobreza extrema e que têm como base grande apoio popular.</p>
<p>Seriam esses governos reação ou reprodução (com viés esquerdista) de ditaduras outrora implantadas com o apoio dos EUA? O que significa essa “virada à esquerda”?</p>
<p>Sem dúvida, são movimentos que surgem de camadas distintas, como movimentos campesinos, cocaleiros, indigenistas&#8230; Para entender (minimamente) essa questão, é necessário conhecer não apenas a conjuntura política atual, mas como essas sociedades foram historicamente forjadas. Como os invisíveis/indesejáveis sociais foram construídos, como as demarcações políticas (muito claras)  de quem exerce qual papel e de quem detém a autorização (autoridade) da fala foram traçadas.</p>
<p>Seria uma reação à tendência de redução-flexibilização de  direitos na construção da sociedade  de  deveres (no Brasil, defendida pelos Ministros do STF Marco Aurélio e Gilmar Mendes) num contexto de injustiças, poliarquia, miséria, desemprego e sub-emprego?</p>
<p>Tais governos teriam real eficácia e intenção de realizar mudanças estruturais? Como eles lidam com a legitimidade, a legalidade, a dissidência? Lênin e a Revolução Francesa (dentre tantos exemplos) mostraram que a primeira atitude revolucionária ao chegar ao poder é tornar-se conservadora (para manter-se), daí a oposição deve  ser  calada, anulada, há a fase  do fechamento, do terror, se dá a radicalização do processo político.</p>
<p>Como atuam os grupos sociais (outrora invisíveis) no fortalecimento desses regimes populistas que criam condições ditatoriais?</p>
<p>Os movimentos sociais, quando adentram o quadro governamental, acabam se institucionalizando e abrandando? Constroem uma prática política conservadora? Qual a conseqüência  dessa  mudança?</p>
<p>Encontramos situações inusitadas, pessoas politizadas, comunidades engajadas, coesas. As Madres da Plaza de Mayo me emocionaram por sua generosidade e sabedoria, souberam transformar tragédias familiares numa luta coletiva com uma pauta abrangente e resultados concretos: uma universidade, uma emissora de rádio, geração de empregos e construção de casas populares. O município de  Gualeguaychú me surpreendeu pela solidariedade e persistência que levaram a questão das papaleiras  à Corte de  Haia e pela atuação pacífica, bem diferente das  notícias  e conselhos de desvio de  rota de recebemos.</p>
<p>Trago na mochila exatamente todas as dúvidas que levei, mas também a certeza de que temos muito a ensinar e aprender com nossos irmão latinos e que tive um acesso privilegiado e enriquecedor às suas realidades, seja através das  instituições  políticas, órgãos diplomáticos, ministros, seja nas  universidades, movimentos sociais e nas   conversas com pessoas  na rua. Sei também que minha noção de mundo e identidade mudaram: tornei-me uma baiana, mestiça, latino-americana e com muito orgulho!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruminescencia.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruminescencia.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruminescencia.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruminescencia.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruminescencia.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruminescencia.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruminescencia.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruminescencia.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruminescencia.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruminescencia.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruminescencia.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruminescencia.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruminescencia.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruminescencia.wordpress.com/120/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=120&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">marcelaisis</media:title>
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			<media:title type="html">PARTIDA_(76)</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Fragmentos (diálogos nietzscheanos sobre a vida e o amor)</title>
		<link>http://ruminescencia.wordpress.com/2009/08/22/fragmentos-dialogos-nietzscheanos-sobre-a-vida-e-o-amor/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 20:52:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelaisis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Ficçao]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[K: Tô com saudade de surfar. ISIS: Tô com saudade de mim. K: E vc tem se procurado? ISIS: Sempre nos lugares errados&#8230;   Dá um abraço? K: Dou com prazer. Pq? Tá carente? ISIS: Não, tô triste, muito cansada: de mim, dos erros, do mundo, das pessoas, das rasteiras. K: Escolhemos tudo e vc escolheu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=111&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>K: Tô com saudade de surfar.</p>
<p>ISIS: Tô com saudade de mim.</p>
<p>K: E vc tem se procurado?</p>
<p>ISIS: Sempre nos lugares errados&#8230;   Dá um abraço?</p>
<p>K: Dou com prazer. Pq? Tá carente?</p>
<p>ISIS: Não, tô triste, muito cansada: de mim, dos erros, do mundo, das pessoas, das rasteiras.</p>
<p>K: Escolhemos tudo e vc escolheu viver tudo o que passou. Se fudeu, e daí? Tinha que ter ido mesmo, não podia ter deixado de viver. Vai deixar de viver por medo de se machucar? Em se tratando de sentimentos, não existem escolhas certas ou erradas, existem apenas escolhas que podem te levar ao sofrimento e não significa que elas não valem a pena.</p>
<p>ISIS: Tô triste demais, tô ferida&#8230;</p>
<p>K: Qdo alguém nos machuca, a culpa também é nossa: ou porque idealizamos demais, projetamos, supervalorizamos, estamos vulneráveis&#8230;</p>
<p>ISIS: As coisas mudam em três dias?</p>
<p>K: As coisas mudam a todo segundo, essa vida é louca, mas não acho que a gente deixe de gostar de alguém assim (se gostava mesmo).</p>
<p>ISIS: Então foi tudo mentira?</p>
<p>K: Não, foi a tua verdade, foi intenso p vc, real p vc. Bom, há mentiras&#8230; Talvez ele goste de outra pessoa, tal vez ele tenha idealizado também, talvez esteja em conflito, talvez ele só não esteja mais afim e não queira explicar, talvez ele só goste dele, talvez ele nem goste dele. Talvez ele tenha mentido p si mesmo.</p>
<p>ISIS: São muitas dúvidas, frustração, decepção. É uma dor imensa que tira o sono, a fome, a paz&#8230; Eu só queria respostas, a verdade, por pior que fosse&#8230;</p>
<p>K: Esqueça; vc nunca vai ter respostas, às vezes elas não existem, às vezes é melhor não saber. O mais perto que vc pode chegar da verdade, é buscá-la. Isso vc já fez, já tentou, chega.</p>
<p>ISIS: Eu acho que ele me deve sinceridade, nunca menti p ele&#8230;</p>
<p>K: Marcela, alguém q responde com uma palavra a tudo que vc tava sentindo? O cara podia ter feito um texto destruindo tudo o q vc escreveu, mas uma palavra?  Ou ele não tem capacidade de responder, ou não se importa, ou não tá afim de falar. Não esqueça que existem pessoas idiotas no mundo e que nada vale um dia da tua vida&#8230;</p>
<p>ISIS: Eu estraguei tudo?</p>
<p>K: No fundo, a gente quer tudo o q nos acontece, msmo q a gente não saiba que quer&#8230; Talvez vc tenha estragado, mas fez isso sendo vc. Acho que o cara criou um roteiro, uma peça e tentou te encaixar num papel. Ele pensou em tudo, só esqueceu que vc é uma pessoa, se vc agiu um pouquinho diferente do modelo q ele queria, descobriu que vc não servia p o papel. Vc fez demais, se anulou, se submeteu&#8230;</p>
<p>ISIS: Então eu estraguei tudo por me submeter, devia ter me imposto mais&#8230;</p>
<p>K: Pode se r, mas se vc não se submetesse, ele podia ter fugido de cara. Pára de se culpar&#8230;</p>
<p>ISIS: Eu achei que a gente tava construindo uma coisa legal, queria que ele se sentisse seguro&#8230;</p>
<p>K: Uma relação assimétrica, baseada na desconfiança, na insegurança, no controle, que não tem lugar para o diálogo, que ele acha as coisas e pensa q isso dá a ele o direito de tirar conclusões, de agir como bem quer. Isso é uma relação legal?  Qdo foi que vc começou a se contentar com tão pouco? Quem te fez acreditar que vc não merece mais do que isso?</p>
<p>ISIS: Eu queria saber o q aconteceu&#8230;</p>
<p>K: A vida, a vida aconteceu. Tem uma música q fala que “há construções que demoram tanto q viram ruínas antes de estarem prontas” foi isso! Acho q vc está saindo de uma furada&#8230;</p>
<p>ISIS: Eu não consigo me perdoar. Ele me tratou muito mal, disse coisas horríveis, acabou comigo e eu deixei&#8230; nem falei : Foda-se!</p>
<p>K: De repente foi bom vc ouvir, mudou a imagem que vc tinha dele, mostrou um ângulo novo, foi melhor, acredite e pare com isso. Vai se definir ou deixar qq um determinar teu tamanho? Vai se reduzir à forma que ele te deu?</p>
<p>ISIS: Diga p mim q eu não sou burra, q eu não sou chata, q eu não sou desinteressante. Diga pq eu preciso ouvir de vc, um homem q eu acho lindo, inteligente e interessante.</p>
<p>K: Vc não é burra, tem uma consciência incrível, não é uma pessoa comum, dessas q a gente encontra em qq esquina, tem uma visão de mundo que passa longe da mediocridade, do mediano, e, desde antes de eu te conhecer, eu já te achava interessante.</p>
<p>ISIS: As únicas respostas q importam agora, são as q vêm de mim, né? Nisso ninguém pode me ajudar.</p>
<p>K: Exato!</p>
<p>ISIS: Eu quero entender,seja qual for,  a lição que q eu tenho q tirar dessa história, eu quero aprender pq dizem q vida repete a mesma lição até q vc aprenda e eu não quero isso de novo&#8230;</p>
<p>K: Marcela, talvez o cara só precise de um fã-clube, de massagem no ego, de se sentir no poder pq é problemático. Vc quer ser um massageador? Pense assim: a história de vcs agora é um quadro, mas vc já não está na paisagem, vc é uma observadora, está fora. Acabou.</p>
<p>ISIS: Todo amor é carência? Será q eu sou assim tão desesperada que me encantei por alguém q mal conheço, acreditei em meia dúzia de palavras, fiz o cara de muleta e dei a ele o poder de me destruir? De levar minha auto-estima, minha paz?  Tô um lixo.</p>
<p>K: Todo amor tem uma dose de carência, de incompletude, mas não só isso.  Entenda: o cara só levou o que vc não tinha pq, se tivesse, não estaria ao alcance dele ou de qq pessoa, não te atingiria. Não é q vc tenha q ser niilista, ou indiferente à vida, mas vc tem q estar bem-resolvida com vc msma e não tentar se achar nos outros, buscar tuas respostas nos outros, tentar se enquadrar  nos projetos alheios. Ache tuas respostas em vc, se ache!</p>
<p>Vc só precisa de fôlego, de onde vai tirá-lo? Vc não fez tudo? Foi lá? Foi íntegra, correta, sincera, fez o melhor q pôde, fez todo o q pôde, se, apesar disso, não deu certo, paciência, esse não é um jogo que se joga sozinha. Tira da tua consciência  o ar que vc precisa p seguir em frente. Respire. Vc tem 24 anos, acha q essa será tua última decepção? Trate de ficar bem e pára de querer saber qual é a dele, ele não importa: qdo a gente gosta, a gente pode até errar, mas não sacaneia.</p>
<p>Olha que frase legal eu escrevi há um tempão: “Se eu não me bastar com dinheiro, não vou me bastar com dinheiro.”</p>
<p>ISIS: Se eu não gostar de mim, se eu não me bastar sozinha, tbm não tenho como ficar bem com ninguém.</p>
<p>K: É por aí&#8230;  Qto às tuas coisas, deixa p lá, deixa p ele, são só&#8230; coisas.</p>
<p>Menina, vc não sabe o qto tá crescendo. Não adianta eu falar isso agora pq a dor ofusca , vc não vai conseguir enxergar. Lembre de Nietzsche: o  q  não te mata, te fortalece e vc vai ficando calejada, aprendendo a  ler as pessoas , as entrelinhas .  Se a dor existe, não finja, não fuja, pode ser que demore a passar, mas tente ficar bem, faça o q vc gosta, olha como o mar é lindo. Essa vida é louca, é foda, mas é massa</p>
<p>*********************************************************************************</p>
<p>Só me resta seguir e nada como um pé depois do outro. Amor fati!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruminescencia.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruminescencia.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruminescencia.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruminescencia.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruminescencia.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruminescencia.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruminescencia.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruminescencia.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruminescencia.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruminescencia.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruminescencia.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruminescencia.wordpress.com/111/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruminescencia.wordpress.com/111/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruminescencia.wordpress.com/111/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=111&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Camus, Hesse e meu layout</title>
		<link>http://ruminescencia.wordpress.com/2009/06/18/camus-hesse-e-meu-layout/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 10:55:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelaisis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[“Até aqui tratava-se de saber  se a vida deveria ter um sentido para ser vivida.  A partir daqui,  pelo contrário, impõe-se  nos  que ela será vivida até melhor por não ter sentido  [...]  viver é fazer viver o absurdo” afirma A. Camus em O  Mito de Sísifo. Em suma, não me analisem discursivamente, abdiquei da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=106&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">“Até aqui tratava-se de saber  se a vida deveria ter um sentido para ser vivida.  A partir daqui,  pelo contrário, impõe-se  nos  que ela será vivida até melhor por não ter sentido  [...]  viver é fazer viver o absurdo” afirma A. Camus em O  Mito de Sísifo. Em suma, não me analisem discursivamente, abdiquei da coerência.</p>
<p style="text-align:justify;">Após longo hiato criativo, aqui estou eu. Não é que eu tenha esquecido o blog, até me ocupei muito dele: apaguei vários posts e comentários, cogitei deletá-lo, mudar minha foto, o estilo, o layout. Não que me tenha acontecido algo grandioso, mas preciso de movimento, se eu fosse estável, previsível, não seria Marcela Isis.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando comecei a escrever e elogiaram meu “blog intimista”, foi um insulto.  Hoje não apenas reconheço o adjetivo como me orgulho dele: todo autor se insere no texto, mas graças ao tom intimista, posso fazê-lo sem pudor&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">É desrespeitoso um blogger apagar comentários, desculpem, prometo não fazer novamente <span style="text-decoration:line-through;">(o problema é que não costumo cumprir minhas promessas)</span>. Fiz porque eu precisava apagar (literal e metaforicamente), queria papel em branco, adoro recomeçar.</p>
<p style="text-align:justify;">A vida às vezes nos convoca à desconstrução, ou melhor, reinvenção, daí trocamos a máscara. É provável que, numa dessas rupturas, a pessoa se ache (ou se perca).  Por vezes se busca autoconhecimento, às vezes se foge exatamente disso, não é à toa que O Lobo da Estepe de Hermann Hesse “[...] suspeita e teme a possibilidade de um encontro consigo mesmo, e está cônscio da existência daquele espelho no qual tem uma necessidade tão amarga de olhar-se e no qual teme mortalmente vê-se refletido”.</p>
<p style="text-align:justify;">As pessoas mudam, numa perspectiva humanista, para Parmênides nada muda porque a essência permanece. Já Heráclito afirmava que tudo muda daí a impossibilidade de banhar-se mais de uma vez na água do mesmo rio. O grande paradoxo é que ambos estão corretos: se tudo muda, se a mudança é constante, previsível, o que há de novo nisso? Nada muda.</p>
<p style="text-align:justify;">Chega de mudanças, o blog e o layout permanecem, só para fazer diferente , vou deixar tudo igual.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruminescencia.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruminescencia.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruminescencia.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruminescencia.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruminescencia.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruminescencia.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruminescencia.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruminescencia.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruminescencia.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruminescencia.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruminescencia.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruminescencia.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruminescencia.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruminescencia.wordpress.com/106/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=106&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Sobre peitos e interditos</title>
		<link>http://ruminescencia.wordpress.com/2009/03/09/sobre-peitos-e-interditos/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 11:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelaisis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[K: Não acredito: você colocar silicone? Absurdo! Você quer ser reduzida a um peito? M: Não, a dois! K: Se você colocar, eu perderei absolutamente o interesse e a atração por você. M: Então é você quem está me reduzindo a um par de peitos&#8230; A reação dele foi esta, nem me deu tempo de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=86&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>K: Não acredito: você colocar silicone? Absurdo! Você quer ser reduzida a um peito?</p>
<p>M: Não, a dois!</p>
<p>K: Se você colocar, eu perderei absolutamente o interesse e a atração por você.</p>
<p>M: Então é você quem está me reduzindo a um par de peitos&#8230;</p>
<p>A reação dele foi esta, nem me deu tempo de falar sobre o corpo e o prazer da profanação, nem me deu tempo de contar que eu passaria a usar camisetas brancas molhadas&#8230;</p>
<p>O corpo humano sempre foi cercado por interditos, a Medicina por muito tempo deixou de avançar por causa da proibição das autópsias e ainda hoje o vemos com diversos tabus, sejam as roupas, o nudismo, piercings, tatuagens, ainda mais em se tratando de sexualidade. Mesmo com a banalização contemporânea do corpo e do sexo, tememos o corpo, suas paixões inconfessáveis, os movimentos eróticos.</p>
<p>Ele gostava de seios grandes, daqueles da TV e revistas, mas não queria os meus o fossem. Talvez o tenha incomodado a conotação sexual do silicone, o apelo a uma técnica cujo objetivo é um resultado explicitamente estético/sensual, uma sensualidade aberrante, evidente (não apenas para ele). Pode ser que ele, pessoa cult, tenha se incomodado em me ver dar tanto valor à aparência a ponto de recorrer a uma técnica invasiva, a velha dualidade mente/corpo.</p>
<p>Talvez a violência do ato o assuste: o dilaceramento e transfiguração do corpo. Pode ter a ver com autenticidade ou a ele importe o objeto do desejo (eu) em sua totalidade intacta, pura, imaculada, a questão se limite ao papel da pureza e da beleza no erotismo e, acima disso, a posse do objeto&#8230;</p>
<p>Se por um lado a diferença entre instinto sexual e desejo erótico surge da passagem da sexualidade livre à contida, por outro o interdito convive em cumplicidade com sua transgressão. Ele não concordava.</p>
<p>Eu sei que o objeto deve corresponder à interioridade do desejo, que a escolha e a atração dependem de fatores complexos, que a beleza varia de acordo com a inclinação de quem a aprecia. Em suma: ele era o cara, eu queria dele atração e fascínio, não pude arriscar, desisti do silicone.</p>
<p>Claro que, ao definir com autoridade os limites para o meu corpo, ele começou um jogo de poder que fatalmente perderia. Inteligente que é, ganhou em outra arena, ele me fez lembrar do que estava em jogo e eu não pude (literalmente) pagar par a ver&#8230;</p>
<p>Em pleno 8 de março, dia em que escrevo este post, o faço consciente de que surgirão críticas feministas (veladas ou não) e aguardo por estas ansiosa. Minha única dúvida é se atacarão o fato de eu querer me amoldar desesperadamente a padrões estéticos de objeto de desejo masculino ou fato de eu não fazê-lo por submissão à vontade de um homem.</p>
<p>Faço minha defesa preliminar alegando que, se a autoras das críticas tiverem o prazer de conhecer (em sentido amplo) a pessoa de quem falo, não se importarão com esse tipo raciocínio sobre o poder fálico. No mais, danem-se os apelos feministas, eu não faço tanta questão assim de ser uma mulher de peito!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruminescencia.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruminescencia.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruminescencia.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruminescencia.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruminescencia.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruminescencia.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruminescencia.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruminescencia.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruminescencia.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruminescencia.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruminescencia.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruminescencia.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruminescencia.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruminescencia.wordpress.com/86/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=86&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A vitrine do desejo</title>
		<link>http://ruminescencia.wordpress.com/2009/01/05/a-vitrine-do-desejo/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 00:38:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelaisis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Amor Líquido]]></category>
		<category><![CDATA[Pós-Modernidade]]></category>
		<category><![CDATA[Zygmunt Bauman]]></category>

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		<description><![CDATA[Comprei Amor Líquido de Zygmunt Bauman para presentear a um affair, mas gosto tanto do autor que não resisti à tentação de ler antes de entregar. Por ironia do destino, antes que eu chegasse ao meio do texto, o caso acabou e eu aprendi a lição: da próxima vez compro um livro pocket. Este livro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=74&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"> </span></p>
<div id="attachment_81" class="wp-caption aligncenter" style="width: 350px"><img class="size-full wp-image-81" title="tela-magritte20-20the20loverstela-21" src="http://ruminescencia.files.wordpress.com/2009/01/tela-magritte20-20the20loverstela-21.jpg?w=510" alt="Tela de R. Magritte"   /><p class="wp-caption-text">Tela de R. Magritte</p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"> Comprei Amor Líquido de Zygmunt Bauman para presentear a um affair, mas gosto tanto do autor que não resisti à tentação de ler antes de entregar. Por ironia do destino, antes que eu chegasse ao meio do texto, o caso acabou e eu aprendi a lição: da próxima vez compro um livro pocket.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"> </span><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;">Este livro trata exatamente da efemeridade e descartabilidade das relações pós-modernas: os relacionamentos são curtos, frágeis e não duram mais que a conveniência, pautados no pragmatismo e em uma certa impessoalidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span>A Modernidade Líquida é marcada pelo ritmo acelerado das mudanças e da vida, a compressão espaço-temporal, o encolhimento do planeta com o desenvolvimento dos meios de transporte e comunicação, a superabundância factual e a exponenciação das possibilidades de encontros. Em suma: tua rede de contatos pode ser amplíssima e você pode conhecer milhares de pessoas interessantes, inclusive em outros continentes. Há tanto a experimentar&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span>Na contemporaneidade, pairam ainda o relativismo moral e cultural, o individualismo, o alto investimento na liberdade. Embora ocorra a massificação, há uma percepção peculiar do outro, da coletividade e a noção de cidadão é substituída pela de indivíduo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span>Guy Debord não escreveu sobre o amor, mas afirmou que as relações mercantis se estenderam para a totalidade da vida cotidiana. A ambigüidade é intrínseca à relação afetiva pós-moderna, primeiro, a própria incerteza de sua existência enquanto tal, também não há SIM nem NÃO: estar de forma plena com uma pessoa determinada implica numa recusa a uma infinidade de possibilidades (e quantas existem no mercado!!). Por outro lado, é necessário não descartar essa determinada pessoa como alternativa, ao menos enquanto não haja outra mais instigante (se bem não precisam ser alternativas excludentes).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span>Assim, as pessoas ficam, mas não estão e não devem expor muito esse tênue vínculo em sua vitrine porque poderia afugentar possíveis outros interessados. Há um jogo de esconde-revela interessante nas relações que é mais notório nas amorosas porque estas, geralmente, pressupõem exclusidade (ou sua impressão, simulação), pessoalidade e singularidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span></span><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;">Óbvio que o tipo de relação em comento não esgota a realidade. É apenas um fenômeno que se destaca e, talvez por isso, tenham um significado peculiar outros tipos de relacionamento e seus vestígios evidentes: depoimentos, tatuagens, alianças, declarações, serenatas, enfim<span> </span>demonstrações públicas de afeto. Um exemplo detestável são os carros de som que fazem aos quatro ventos declarações românticas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span></span><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;">Estes exemplos significam a afirmação da existência de um vínculo afetivo (ou de uma intenção) a todo um público para dizer ao outro que não importa que, ao fazê-lo, sejam anuladas outras possibilidades. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;">
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;">Afirma-se o afeto na medida em que se dá ao outro mais que a mensagem em si: o espetáculo do afeto ampla e irrevogavelmente proclamado, tornado público, assim como a proximidade e a singularidade. Como escreveu Orwell: “o meio é a mensagem”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:9pt;font-family:Georgia;"><span> </span>Dedico este texto a A., na esperança de que isto me exima de aparecer na TV e de pagar por um dos malditos carros de som de mensagens. Claro que o faço na expectativa de que, ao postar este texto, a mensagem e o meio ainda conservem o sentido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:26pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"> </span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruminescencia.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruminescencia.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruminescencia.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruminescencia.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruminescencia.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruminescencia.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruminescencia.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruminescencia.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruminescencia.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruminescencia.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruminescencia.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruminescencia.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruminescencia.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruminescencia.wordpress.com/74/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruminescencia.wordpress.com&amp;blog=3483103&amp;post=74&amp;subd=ruminescencia&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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