surf

Há quem creia em convicções, dogmas e certezas – há aqueles que por elas vivem, e aqueles que por elas matam, morrem ou matam-se. Há pessoas que creem que a realidade só importa até onde nos foi revelada – e o que não sabemos, tudo o que não se revelou a nós, ou que não nos revelou alguém, ou mesmo tudo o que não descobrimos nós mesmos, simplesmente não existe ou não interessa. Há quem adote, para desfrutar de uma explicação do mundo, uma religião ou um sistema filosófico, um sistema total, que engloba todos os aspectos do universo.

Há, entretanto, quem apenas duvide – interpretando a dúvida ora como fraqueza, ora como ousadia – mas duvide sempre! e de tudo. A realidade como um mar de incertezas onde uns se afogam e outros flutuam alegremente. Onde uns se perguntam ‘e agora?’ e outros se riem ‘e daí?’!

Eu, que sequer sei nadar, posso dizer, enfim, que surfo nas ondas que esse mar oferece… se, às vezes, tomo umas belas ‘vacas’ – mesmo que angustiantes por um momento – tudo acaba sempre (se não morro) na superfície, em risos e num belo pôr-do-sol.

Claro que há contas a pagar (merda). Mas, ah! Como somos crianças! Um dia eu estava indo embora de algum lugar enquanto deixava para trás uma rapaz que era um sonho. Enquanto estive lá, seus olhos não pararam em mim, mas quando saí, o vi olhando pra mim… Seria para mim? Flutuo nessa incerteza!

Anúncios